quinta-feira, 12 de novembro de 2009

OS HITS QUE TOCAM, TOCAM E TOCAM NO SEU RÁDIO


Nas ondas do rádio, os ritmos se repetem, as melodias redundantes soam e o alvo, ou melhor, o público-alvo é a juventude. Atualmente, as estações de rádio fm não se soltam dos hits de sucessos do hip hop “motherfucker” ou “ love, love, love”. Será esse o estilo musical que o jovem realmente gosta de ouvir? Nas principais estações de Belo Horizonte: Jovem Pan, Mix e 98 fm, é absoluto o domínio desse segmento.
A partir da idéia de que música é gosto individual e particular, claro que não devo crucificar quem é fã dos artistas pop mais tocados. No entanto, com a diversidade cultural existente no país, principalmente no ramo artístico, é um absurdo o fato de que só algumas músicas tenham espaço para divulgação. Pare por um minuto para perceber a diversidade de bandas e estilos diversos que nem ao menos são citados nessas grandes estações.
Seria a visão mercadológica da coisa? Claro! Pois sem a oportunidade de demonstração de estilos experimentais, ou pelo menos diferentes dos tocados insistentemente nas “FM-bate-estaca”, restam o anonimato e o underground para esses nichos musicais. A fórmula de fácil absorção dos grandes hits é um prato cheio para as rádios, que complementam o trabalho das gravadoras mais badaladas. Os refrões são dançantes, fáceis de decorar, repetitivos, além das letras com histórias lineares e com enredo previsível: começo, meio e final feliz.
Isso não significa que os outros estilos musicais sejam refinados e elitizados. No entanto, a questão é a superficialidade da produção dos hits e o desprezo à diversidade musical, cultural, rítmica, etc. Outro fator que chama atenção é o tratamento dado ao ouvinte: consumidor ou objeto. Logo, o comodismo e a reafirmação do senso comum nas artes crescem demasiadamente.
Portanto, na hora de sintonizar sua estação de rádio preferida para curtir uma simples musiquinha, saiba que existe uma trajetória muito bem pensada para o uso do artista tocado. Também se lembre de que a exclusão a outros artistas e a ignorância de estilos musicais são prejudiciais à democracia artística. Tudo isso contribui para um mundo mecânico, previsível e ignorante.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Nostalgia que só faz bem...

Chuva que nunca mais cairá

De repente deu uma vontade de ficar na beirada da janela de casa olhando a chuva formar um pequeno riozinho que escorria em direção a rua, no quintal de casa. Nele, visualizava mil e uma coisas, todas ligadas a um mar de alegrias e de possibilidades felizes... Só que o menino da janela cresceu, o rio secou e os barquinhos - formados por pequenos pedregulhos de barrancos à margem da vala - que navegavam sobre esse rio caudaloso , hoje, só preocupam, em vez de encantar...

Ontem, a chuva caía, se hoje ela despenca sem nenhuma leveza é porque alguma coisa no céu está errada. Aquele mesmo céu formador de nuvens recheadas de desenhos fáceis de entender e difíceis de contar. O cheiro da terra molhada era fruto do casamento das gotas suaves e a terra semeada de grãos de sonhos. Forrando os esqueletos daqueles que foram privados de viver, terra e água se misturam, conciliando a superioridade anil e a inferioridade terrestre.

Eram tantas formas de enxergar o mesmo, tão sinuosas as curvas das pedrinhas. Cada parte do mundo era vista de um jeito. O homem, antes menino, que ficava na janela, hoje já não tem aquela dúvida boba, fascinante e encantadora de criança: "Por que a chuva cai?". Talvez um dia ela levante e mostre a todos que o impensável não é apenas uma possibilidade descartada com o ceticismo criado por nossas mentes brilhantes demais. E ,talvez, esse homem escale gota por gota dessa chuva para alcançar a origem de seus sonhos novamente.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sempre a mesma coisa?

Se tem uma coisa que incomoda é o tédio. Daí, o pior acontece quando tem uma amarra te impedindo de sair daquela caixa fechada. Claustrofobia de ideias e atitudes. Tá. Isso soa muito estranho, mas é tão agoniante tentar explicar essa inhaca repetitiva. Às vezes somos perfeitos robôs e não nos damos conta disso. Fazemos as mesmas coisas, não mudamos de opinião, atitudes lineares, etc. A música do dia é sempre a mesma, as visões de uma semana se resumem a poucas imagens, riffs que se repetem de forma irritante e ensurdecedora. Ahhhhh... Tudo necessita de renovação? Será? Nossa! Até as dúvidas também são repetitivas e ao mesmo tempo tão necessárias. É de rir, de pensar, de deixar pra lá. O certo é que... Peraí! Não existe o certo. Uau... O que importa é se manter funcionando de forma satisfatória. Quando a mente se abre para um diferente olhar de mundo, desde o campo social até espiritual, uma descarga de ideias é mais uma vez diluída em todos os conceitos empetrados dessa nossa cabeça dura. No fim das contas... A cada dia passado é visível a incerteza de todas as coisas e certa consistência da sua verdade. Gestos podem se repetir. Sim é chato. Eu preciso das repetições. Creio que todos dependemos dela, mas tem hora que a cabeça roda, roda, roda... E o mais interessante é falar, debater e discutir sobre isso e não chegar a lugar algum. Pelo menos dá pra passar o tempo, neh?


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O que é esse tal de recalque?

Recalque: exteriorização subconciente de sentimentos ou desejos não satisfeitos na ocasião oportuna e que somados podem chegar a desencadear graves distúrbios psiquícos.Na engenharia civil é o termo usado para designar o fenômeno que ocorre quando uma edificação sofre um rebaixamento devido ao adensamento do solo sob sua fundação. O recalque é a prinicipal causa de trincas e rachaduras em edificações, principalmente quando ocorre o recalque diferencial, ou seja, uma parte da obra rebaixa mais que outra gerando esforços estruturais não previstos e podendo até levar a obra à ruína.A partir disso tudo deu pra perceber que não é uma coisa boa. Não é, galerinha? E não estranhem se gírias antigas ou ``novas demais´´ aparecerem por aqui, afinal de contas, pelo menos aqui quero ter liberdade pra fazer o que quiser.Muitos conceitos e preconceitos que temos ficam guardados e interiorizados para pouparmos o próximo. Ou até na tentativa de costruir relações harmoniosas. Esse é o lugar de botar tudo isso para fora. Lógico que não me interessa nem um pouco antingir pessoa x ou y. Pra que isso? Se dá pra fazer ao vivo mesmo, falando cara-a-cara. Certo?Por essas e outras, vocês poderão visualisar por este blog uma combinação de frases, ideias e palavras sem recalque!